Sobre Bebel

Menina que já nasceu sabida. Nunca gostou de ficar sozinha no berço, em carrinhos ou cercados. Sempre gostou de contato humano, principalmente do colinho da Mamãe. Desde que nasceu adora carinhos, denguinhos e chamegos. É extremamente carinhosa. Adora beijar, abraçar e agarrar. E também adora ser beijada, abraçada e agarrada.É extrovertida, expansiva, alegre e falante, embora, algumas vezes, fique um pouco mal-humorada e encabulada. Mas a timidez e o mal humor vão sempre embora rápido, e a menina tagarela e feliz volta com a corda toda. É esperta e precoce. Começou a falar aos 7 meses e não parou mais. Fala pelos cotovelos, joelhos e corpo inteiro. Fala alto, rápido, peito aberto, coisa de quem não tem nada a esconder. Gesticula sem parar. É muito inquieta. Não consegue parar. Tem que estar sempre mexendo e remexendo o corpo. Vê tudo. Nada, absolutamente nada, passa despercebido de seus olhos. E também é muito sensível. Percebe quando as pessoas que ama estão tristes, zangadas ou preocupadas, por mais que se tente esconder. Não é fácil de ser enganada. Portanto, não adianta querer enganá-la com aquelas conversinhas bobas que se usa geralmente pra enganar crianças. Ela certamente não acreditará. Tem memória de elefante. Tudo que disser ou prometer a ela, cumpra. Ela nunca esquecerá sua possível mancada. Aprende tudo com uma rapidez impressionante. Basta ensinar uma vez, e ela aprende. Se ela não aprendeu, foi porque não quis. É corajosa, destemida mesmo. Se relaciona bem aonde chega. Adora fazer amizades. Mas, adora estar em casa, no meio de suas bonecas e das pessoas que ama e que confia. É delicada, magrela e sonha em ser bailarina. Adora andar de ponta de pé e fazer rodopios por onde passa. Só não curte comer. Afinal o tempo é muito precioso pra ela passar comendo. Fastio é seu companheiro inseparável. Mas tem uma energia invejável. Raramente cansa. Doente, com febre, com sono sempre tem energia sobrando. Entupir-se de comida não faz a mínima falta. É linda, muito amada e admirada por todos que a conhecem. Impossível não gostar de seu sorriso alegre, de seu jeitinho moleque e de sua energia contagiante. Costumo dizer que quem não gostar de Bebel ou é ruim da cabeça, ou é doente do pé! Enfim, é uma princesa-bailarina-moleca que enche de orgulho a Mamãe e o Papai que a amam de paixão.

 
 

Quer falar com a gente?

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Terça,15 Maio 2012

Dia das Mães. Teatro. Dica e Reflexão

Foto nada a ver. Mas tá tão lindinha escrevendo, gente!!!! Foto nada a ver. Mas tá tão lindinha escrevendo, gente!!!!

 Nosso Dia das Mães foi muito bom! Com saúde e grudada com meus amores, não tem como ser ruim, não é mesmo?

 
Aproveitamos e fizemos o nosso passeio preferido: Teatro. Uma peça que já tínhamos assistido o ano passado e adoramos estava em cartaz de novo, então não dava pra perder. Adoramos mais ainda!
 
A peça é Saltimbancos, um musical de Chico Buarque. Sendo de Chico, já é garantia de que é boa, claro! Mas, os atores, o figurino, o cenário... tudo é muito bom mesmo. Simples, sem efeitos mirabolantes, mas encantador e lúdico, como tem que ser o teatro infantil. 
 
Então, pra quem é de João Pessoa fica a dica: Aos sábados e domingos, 17h, tem Saltimbancos no Teatro Ednaldo do Egito. Bebel ficou encantada e recomenda a todos os amiguinhos. Mamãe Ju ficou encantada e chorou como sempre e recomenda a todas as Mamães e Papais.
 
Aliás, aqui tenho que fazer um aparte pra dizer que sempre levei Bebel pro teatro. Levo desde que ela tem 9 meses. E nunca me arrependi, porque ela sempre adorou. Ficava quietinha, rindo, dançando na hora das músicas, aplaudindo e assistindo tudo. E olhem que ela é super agitada. Já Teresa, vou levar ainda mais nova, com certeza. Porque ela tem que ir acompanhando a irmã. E tenho certeza que ela também vai adorar. 
 
Sabe por que é tão importante levar crianças desde bem pequeninas ao teatro, cinema, livrarias e outras atividades culturais? Porque gostos são hábitos. E os hábitos têm que começar desde cedo, para serem bem assimilados. Confesso que fico triste quando vou ao teatro e vejo quase vazio. A peça é apresentada, muitas vezes, pra umas 10 pessoas. E não é porque existem outras atrações similares em cartaz, não! Porque aqui em João Pessoa não existem!
 
O único teatro que passa peças infantis, ininterruptamente aqui em João Pessoa, é o Ednaldo do Egito. Todo mês tem uma peça nova lá, que fica em cartaz o mês inteiro (ou mais tempo, se estiver fazendo sucesso). Eu levo sempre. Pelo menos uma vez ao mês, vamos ao teatro com Bebel. 
 
E, quando digo vamos, refiro-me a família toda: Papai, Mamãe e Bebel (e brevemente Teresa). Porque acho o fim esse negócio de mãe levar filho ao teatro sozinha, enquanto pai fica assistindo jogo em casa ou, pior, no bar. Deixo não! Quis ser pai, então vai ter que participar. E, tenho que ser justa, Papai Beto ama ir conosco ao teatro. Ele mesmo é quem vê as peças que estão em cartaz, decide o dia e anima Bebel pra ir. Amo esse mago!!! kkkkkk...
 
Pois bem. Nós, pais, temos que pensar bem sobre quais hábitos estamos passando pra nossos filhos. Também vou ao shopping, infelizmente, porque me falta opção aqui em João Pessoa. Saímos com Bebel aos sábados e domingos. Sempre.  Não sou de deixá-la em casa com babá e sair pra passear com Beto. Quero diversão em família. Se não fosse assim, pra que constituir uma família?
 
Mas, infelizmente de novo, João Pessoa não tem tanta opção assim para o público infantil. Limita-se a praia, piscina na casa do vovô ou do prédio mesmo, teatro (mas durante um mês fica em cartaz a mesma peça), cinema muito raramente (a última vez que teve filme novo foi na Semana Santa e assistimos os dois - Lorax e Espelho, espelho meu), passear de bicicleta na calçadinha ou na praça (mas já levo Bebel na praça todo dia, daí final de semana ninguém aguenta repetir, né?), zoológico, e Estação Ciência. Pronto, não estou lembrada de outra opção! Ainda improvisamos com passeios a livraria, a banca de revista. Mas, daí acabou!
 
Então, quando não temos mais nada pra fazer, vamos ao shopping pra lanchar e brincar nos joguinhos eletrônicos. Porque não gosto de ficar entrando em lojas e estimulando o consumismo na minha filha de 4 anos. Eu não sou consumista. Só compro o que preciso de verdade! Aliás, deixa eu confessar que só compro roupa e sapato, em regra, duas vezes por ano (aí já compro várias pra dar pra 6 meses). Pra Bebel, compro mais vezes, porque ela cresce rápido e os sapatos ficam apertados. Mas também compro pouco. Acho que ninguém precisa de muito pra viver. E tudo que é demais, envenena! A única coisa que Bebel tem demais são brinquedos, mas porque Papai Beto é quem compra.
 
Mas, sempre que vou ao shopping, vejo-o LOTADO!!!! Principalmente de crianças. Daí, não tem como eu não comparar com os teatros quase vazios. E fico pensando, tem como essas crianças, que vivem em shoppings, não serem consumistas desenfreados que acham que precisam de 100 pares de sapato pra viver? 
 
Somos nós, pais, que fazemos o amanhã do mundo! E nunca esqueço disso!
 

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Sabado,12 Maio 2012

Só quem é mãe entende...

Homenagem na escolinha Homenagem na escolinha

 Amanhã é o Dia das Mães. Tá certo que o dia das mães é todo dia. Mas amanhã é o dia de todos lembrarem disso, né? E eu adoro o Dia das Mães. Porque sou mãe e me realizei nesse papel. Porque tive uma mãezona, com quem aprendi muito. E, porque tive uma avozona, que foi minha mãe também!

Sou felizarda!!!

E, hoje queria deixar meus parabéns para todas nós, que conhecemos o maior amor do mundo. Quem não é mãe ainda, pode até achar que sabe como agirá quando for, ou que sabe o que sentirá. MAS NÃO SABE!!! Só quem já teve um filho, passou noites sem dormir, viu aqueles olhinhos que são reflexos dos seus e apertou aquelas mãozinha tão pequenas, mas que já seguram nosso coração, sabe que amor é esse!!!

E, esse texto (de autoria desconhecida) que li no blog da minha querida amiga Paula, mãe de Maria Clara e de Pedro, é perfeito pra ilustrar esse amor. É lindo é simples e é muito verdadeiro. Paula, amiga, roubei tá? Mas achei tão lindo que não resisti!!

 

"Nós estávamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'. 'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?  'Vai mudar a sua vida, ' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro. 'Eu sei, ' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

 Mas não foi nada disso que eu quis dizer.

 Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.  Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' 

Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem. 

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro. 

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles. Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra. 

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas. 

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.

Este presente abençoado de Deus que é... ser Mãe!

E voce que é... deve saber do que estou falando..."

 
PS. Muitas amigas pediram o resultado do problema que Bebel está enfrentando na escola com o colega. Ainda estamos em processo de solucionamento. Nada resolvido por enquanto. Assim, que tudo estiver 100%, eu venho contar a vocês, claro!!
 
PS2. A homenagem que Bebel me fez na escolinha foi linda!!! Cantou uma música e dançou pra mim. Menina pra eu amar!!! Além disso, a escolinha preparou um CD pras mães, com músicas lindas (de cantores conhecidos) e com a capa feita pelos nossos filhos. Perfeito!!. E, pra completar, Bebel passou a semana preparando surpresinhas pra mim. Fez desenhos, cartinhas (em casa e na escola) e até uma boneca de "bscuit" (ideia totalmente dela) fez pra me presentear (coisinha feia, mas linda que eu já vi!!!! kkkkkkk)

 

Boneca que Bebel fez em casa pra mim...kkkkkkk Boneca que Bebel fez em casa pra mim...kkkkkkk
CD que Bebel fez na escolinha e me presenteou CD que Bebel fez na escolinha e me presenteou
Músicas lindas de verdade! Músicas lindas de verdade!

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Quinta,10 Maio 2012

Sempre tem uma confusão

 
Porque será que na vida da gente sempre tem que ter uma confusão? Não sei. Só sei que é assim!
 
Estou enfrentando um problema sério com Bebel na escolinha. De novo, Mamãe Ju? De novo!
 
Mas, dessa vez a culpada não é a escolinha. A metodologia da escola continua ótima, do jeitinho que eu gosto. Nada de cobrir letras. Nada de milhões de tarefas. Nada de aprender a ler no desespero e a qualquer custo. Enfim, continuo gostando muito da escolinha e das professoras. Muito mesmo. Tanto que pretendo que Bebel continue lá, até pelo menos terminar a alfabetização (primeiro ano). E pretendo colocar Teresa lá também, desde cedo.
 
Então qual é o problema? Bom, o problema é complexo demais. Vou tentar explicar. Bebel é MUITO sensível. Muito mesmo. E também MUITO ansiosa. MUITO mesmo. A ansiedade herdou de mim. Putzzz, sou a ANSIEDADE em pessoa. Talvez seja genético, talvez eu tenha passado pra ela essa ansiedade toda. Não sei, nem quero ir pra psicólogo pra saber. Mas, uma coisa eu sei. Essa sensibilidade toda ela não herdou de mim. Porque eu não sou sensível. Sou de luta, de guerra, de grito. Não sou de mimimi. Não sou de miado. Não sou de chorar e demonstrar fraqueza na frente de ninguém. Prefiro que me odeiem, que me invejem, que me critiquem. Mas não suporto a ideia de que tenham pena de mim. Sou chorona. Mas choro por comercial de TV, por cenas tristes que vejo na rua, por livros que leio, filmes que assisto, histórias que me contam, situações tristes que acontecem com amigos. Nunca choro, na frente das pessoas, por tristezas da minha vida. Não gosto de expor minhas tristezas e tal.
 
Voltando ao tema, essa sensibilidade toda de Bebel, misturada com sua ansiedade, faz com que ela sofra muito com as agressões, ameaças e atitudes alheias. Eu morro de pena dela, mas confesso que me sinto como um cego no meio do tiroteio e não sei como agir.
 
Então que na escolinha aconteceu o seguinte: Um amiguinho de Bebel (filho de uma grande amiga minha, que conheço há muito tempo, de quem gosto muito e admiro como mãe), brigou com ela segunda feira (dia 07.05) e destruiu uma pulseirinha que ela tinha e amava. Quando cheguei pra buscá-la, Bebel estava chorosa e a professora me explicou o que tinha acontecido, disse que Bebel tinha chorado muito e me entregou os pedaços da pulseira. Em casa, eu e a mágica dos remendos Paulinha, consertamos a pulseira. E pensei que tudo estaria bem.
 
Só que a noite, Isabel começou a chorar, dizendo que não queria ir pra escola no dia seguinte, porque o amiguinho tinha dito que iria quebrar outro objeto que ela levasse. Expliquei a ela que ele não faria isso, que ele falou isso no momento da raiva. Mas não adiantou, ela estava com medo. Aqui, abro parênteses pra dizer que Bebel é muito zelosa com suas coisas, não quebra nada, não rasga, não perde e não gosta de emprestar (estamos trabalhando essa parte egoísta dela).
 
No outro dia, pra Isabel se acalmar, liguei pra minha amiga, mãe do amiguinho, contei a briguinha deles, a ameaça dele e pedi pra ela dizer a Bebel que não iria deixar o filho quebrar as coisas dela. Minha amiga, muito gentil como sempre, falou com Bebel, disse que daria um carão no filho e que ele não quebraria nada de Bebel.
 
Cheguei na escola, falei tudo pra professora, que me disse que resolveria essa briguinha. Deixei Bebel e achei que tudo estaria bem. E, de fato, quando fui buscá-la, ela me disse que o amiguinho tinha pedido desculpa e estava tudo bem. Maravilha!
 
Só que ontem, quando pegamos Bebel na escola, ela já entrou no carro, com cara de medo, pedindo ao pai pra ir ao Shopping comprar um binóculo ou um Mac Still (nem sei se é assim que se escreve, porque não conheço bonecos de meninos, nem vejo TV) para dar ao amiguinho. No começo, eu e o Pai pensamos que era porque eles tinham feito as pazes, e o pai disse que compraria no fim de semana. Mas, ela começou a se desesperar e disse que tinha que comprar naquela hora e entregar na casa do amiguinho, pois ele tinha mandado ela fazer assim. Perguntei a ela o que tinha acontecido, e ela me contou que o amiguinho disse que iria rasgar a mochila da escola dela. E só não rasgaria se Bebel entregasse naquela tarde um binóculo ou um boneco desses pra ele. Chantagem pura e simples, a la Poderoso Chefão!
 
Eu e o pai dissemos que não iríamos comprar. Que a gente não pode aceitar ameaça de ninguém. Que ele estava mentindo e não iria quebrar nem rasgar nada dela. Mas não adiantou. Isabel passou o dia da quarta-feira todo mal. Quase não falava (e isso é gravíssimo nela, que em geral não para a boca). Não quis comer direito. Não quis brincar direito. E, no fim da tarde, quando perguntei o que ela tinha, se estava triste (eu já sabia o que era, mas quis ver se passava sem precisar de conversa), ela caiu num choro sentido e, mal conseguindo falar, me disse que estava com medo de encontrar o amiguinho no dia seguinte. Que tinha que levar o brinquedo, senão ele iria rasgar a bolsa dela. Que queria mudar de escola, porque não queria encontrar o amiguinho nunca mais! Morri de pena de ver minha filha naquele estado. Foi de cortar coração. E por mais que eu conversasse, por mais que eu explicasse, por mais que eu mandasse ela bater nele (é, faço isso quando acho que minha filha está sendo saco de pancada. Acho que a gente tem que saber se defender e ponto. Nem quero saber de "psicologismos" aqui), não adiantava. Ela não se acalmava. Mandei-a contar a professora quando ele a ameaçasse. Mas ela disse que dizia a "Tia", mas a Tia ficava irritada e dizia que ele não faria isso.
 
Por fim, ela só se acalmou quando eu disse que ficaria na escola com ela no outro dia, e conversaria com a professora e com o amiguinho pessoalmente.
 
E cá estou eu. Na escola. Já conversei seriamente com a professora. Já conversei com o amiguinho. Já conversei com Deus e Maria pra resolver esse assunto. E estou conversando com vocês, agora. Porque, sinceramente, não sei mais o que fazer. Eu sempre resolvi minha coisas sozinha. Minha mãe nunca foi em escola pra resolver nada pra mim. Eu sempre resolvi minhas brigas com amiguinhos sozinha e na base do "muque". Era briguenta e resolvia minhas coisas no grito e na tapa mesmo. Mas Bebel é diferente de mim nesse aspecto. Ela não bate em ninguém. Não gosta. Apanha, mas não bate. E fica com medo dos amiguinhos que ameaçam ela. Ai ai ai... ser mãe é difícil, viu?
 

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Terça,8 Maio 2012

Mãe é mãe

 
 
Ando meio melancólica ultimamente. Deve ser da gravidez que está chegando ao fim, sei lá. Só sei que estou tão sensível que choro por qualquer coisa, inclusive por quase nada. E, domingo passado, chorei por um quase nada assim.
 
Deixa eu explicar. Sempre fui respondona, rebelde e contestadora. É de mim. E cresci ouvindo minha mãe dizer que, um dia, eu iria entender o quanto uma mãe faz falta. Ela sempre dizia que por mais chata, insuportável e carrasca que uma mãe fosse, ainda era a melhor coisa que poderia nos acontecer na vida.
 
Claro que no meio das rebeldias e birras, eu nem dava importância a esses comentários dela!
 
Mas, o tempo passou. E, como sempre, a vida veio me ensinar com pancadas. Aliás, não sei porquê, mas a vida sempre teve essa mania de me ensinar assim: na porrada. Deve ser porque eu sempre fui cabeça dura pra aprender, né? E, no meio da adolescência perdi minha mãe. Não preciso dizer o que passei, basta que vocês saibam que aprendi, amargamente, o significado do aviso que minha mãe me dava: Por mais incompreensiva que seja uma mãe, NINGUÉM irá se igualar a ela. Ninguém fará por você o que ela fazia. E você vai sentir falta pra caramba. E vai sofrer essa falta eternamente.
 
Bom, mas daí o tempo passou. Cresci, principalmente por dentro. Aprendi muita coisa, sempre na base das porradas. Casei e me tornei mãe. E, também não preciso dizer, porque vocês já estão cansadas de saber, que foi nesse papel que me descobri. 
 
Amo ser mãe. Viajo na maionese muitas vezes. Erro pra caramba. Me atrapalho, me irrito, me canso, choro, me considero uma mãe de merda um monte de vezes. Mas amo esse papel! Não troco isso por nada! Trabalho, vida social, viagens, embelezamentos...tudo isso que se exploda!! O prazer e a sensação de dever cumprido que eu sinto sendo mãe e CUIDANDO da cria, são maiores que tudo isso junto de uma só vez! Rá!
 
E, com a minha mania de controlar tudo, também monopolizo os cuidados com Bebel. Papai Beto, que é fã de um bem-bom, aproveita isso e não faz nada pra ela, a não ser dar doce, balas, brinquedos e ensinar porcarias e cachorradas. Desculpa, Papai, mas tenho que dizer pra que as pessoas entendam, né?
 
Portanto, sei da minha importância na vida de minha filha. E ela também sabe e é super hiper mega apegada a mim. E eu gosto disso. 
 
Mas, vou ter outra filha. E, como não conseguirei me dividir em duas (bem queria!!!), estou tentando preparar Papai pra me ajudar um pouquinho mais. Confesso que está difícil a missão. 
 
Papai é louco alucinado por Bebel. A ama de paixão. Adora uma cachorrada com ela, adora uma farra com ela. E ela com ele. Mas não sabe educar. Ele leva a missão de educar como brincadeira e delega a mim toda a parte chata da coisa. Dar carão, castigos, palmadas, conversar, aguentar e resolver birras... Mesmo quando ele está em casa, faz de conta que não ouve o escândalo que ela está dando e permanece calmamente fazendo o que estava, enquanto eu resolvo o babado.
 
Ele também diz que não sabe cuidar de menina. Portanto, não dá banho nela, não limpa xixi nem cocô. Não sabe vestir, nem pentear cabelo. Não tem paciência pra dar comida (porque Isabel é difícil demais pra comer mesmo e precisa que a gente, na maioria das vezes, fique do lado incentivando ou dê na boca de uma vez), e, por ele, troca todas as refeições dela por chocolates, McDonald's e salgados. E não consegue colocá-la pra dormir. Ficam fazendo cachorrada por horas, até eu ir lá e acalmá-la pra dormir. Também diz que não sabe ensinar a tarefinha da escola. Enfim, é tudo comigo mesma!
 
Já reclamei, mas não adianta. Então, como última tentativa, estou dando tarefas a ele pra ele fazer de qualquer jeito. Mas, gente, ele faz de qualquer jeito mesmo!
 
Domingo, pedi pra ele vesti-la pra gente passear na calçadinha e jantar na padaria. Coloquei a roupa em cima da cama. E disse que podia deixar que eu pentearia o cabelo. E fui pra sala mexer no Face e esperar.
 
Menos de 2 minutos depois, aparece minha coitadinha vestida de qualquer jeito, às pressas, com a roupa toda torta, uma jaqueta que não combinava por cima e pantufas. Toda assanhada e sem perfume. A bichinha ainda me olhou e me perguntou: "-Papai mandou perguntar se eu estou bonita?". Isso me deu uma pena da minha filha, que vocês não são capazes de imaginar. Mas, me controlei e perguntei se ele tinha mandado ela fazer xixi pra poder sair. Ele disse que não sabia que precisava.
 
Me controlei e fui levá-la ao banheiro. Quando tirei o macacão dela, não agüentei e desabei. Papai Beto tinha vestido o macacão por cima do short que a bichinha estava usando em casa. Ai gente isso doeu tanto em mim. Sei que parece drama, mas não é não!
 
Passou como um raio na minha cabeça TUDO que eu e meus irmãos passamos quando minha mãe morreu. Tudo que sofremos vivendo sem mãe (que não vou entrar em detalhes aqui pra não magoar ninguém, embora ninguém tenha pensado em me poupar de mágoas). E vendo minha filha, toda desmantelada, com aquele short por baixo da roupa e ainda me perguntando se estava bonita, me arrasou. Me entristeceu demais!
 
Papai Beto ama Bebel, eu sei. Mas não teve o mínimo zelo em cuidar dela e vesti-la. Se eu não tivesse em casa, por qualquer motivo, ela teria saído daquele jeito e ainda por cima cheia de xixi na bexiga.
 
Chorei, reclamei com ele. E ele não achou nada demais o jeito que vestiu a menina. Disse que não viu o short, qual o problema? 
 
Talvez ninguém me entenda. Não importa. Precisava desabafar e aqui é o lugar que tenho pra isso. Fiquei muito muito muito triste pensando o que seria da minha filha sem mim. Coitada dela e coitada de mim, que onde estivesse, estaria me remoendo vendo isso acontecer!
 
Mãe é mãe. E são fatos simples e pequenos assim que me fazem ver a imensa importância que tenho na vida da minha filha! Mãe devia ser imortal!
 
PS. Papai Beto, não fique com raiva de mim. Você é um paizão. Eu te amo. Nós te amamos. E você sabe. Mas, procure entender que ser pai não é só brincadeira. É trabalhoso, é difícil, mas é preciso. Não faça mais isso com Bebel! Nunca mais mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!  
 
PS2. Gente, talvez tenha me expressado mal, mas deixa eu esclarecer que Papai Beto é muuuiiiiiiiitttooooo presente em nossas vidas. Se não estiver trabalhando, passa o final de semana inteirinha com a gente. Não sai pra assistir jogo, não sai com amigos, a vida dele é pra gente. O que reclamo é que, embora presente, ele não faz a parte chata da educação. Os carões, castigos, conversas, ensinar a comer corretamente, ajudar nos cuidados... Ele só quer saber de cachorrada, entenderam?
 

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Sexta,4 Maio 2012

Filha ecológica, dramática e mentirinhas de mãe

Nosso feijãozinho Nosso feijãozinho

 Bebel está numa onda toda ecológica. Vive dizendo que temos que proteger os animais, que temos que proteger as árvores, que temos que proteger a natureza.

 
Tempos atrás,  inventou de ser vegetariana e não comer mais carne nem ovo, pois estava matando os animais. Nem nugetts, que ela é apaixonada, queria mais comer, depois que soube que era feito de frango.
 
Eu também não gosto muito de carne. Sou bem restritiva mesmo. Mas como ovo todo dia e não estou preparada para ter uma filha que, além de super fastiosa e chata pra comer, ainda é vegetariana. Não, de jeito nenhum!
 
Daí, tive que inventar uma das minhas histórias (sorte que sempre tive uma imaginação super fértil) e dizer que não matamos os animais pra comer a carne, não! Esperamos os animais morrer de velhice, a alma deles vai pro céu e só aí é que comemos a carne. Ou seja, somos carniceiros, eca!!!  E os ovos que comemos jamais iriam se tranformar em pintinhos. Esses ovos que comemos são especiais, que as galinhas botam especialmente pra gente comer. Os que nascem pintinhos são outros.
 
Menti, gente! Menti! Mas, acho que Bebel está muito nova e já é muito fastiosa pra deixar de comer algo por princípio ideológico. Quando ela crescer, se quiser pode se tornar vegetariana ou vegan (é assim que se diz com quem não come nem ovo nem leite?). Mas enquanto eu sou a responsável por empurrar comida na boca dela, não!
 
Ela acreditou na minha conversa e voltou a se alimentar normalmente. Ufa!! Mas continuou uma garota verde, que protege a natureza.
 
Então, eu tive a ideia de mostrar a ela como uma plantinha nasce. Como moro em apartamento, resolvi que a melhor forma era plantar um feijãozinho!
 
E plantamos. Ele germinou e está tão lindinho!!! Bebel amou. Todo dia olha o bendito feijãozinho e acha lindo! Se apaixonou.
 
Mas, começamos outro dilema. Ela quer que ele vire um pé de feijão e dê feijão. Como eu vou fazer isso, dentro de um copo plástico, dentro de um apartamento???
 
Mas, Bebel é escandalosa e dramática. Já começou a dizer que não quer que o feijão morra e ameaçar chorar. O jeito é apelar pra mais uma das minhas histórias. Vou levar o bendito pra casa de meu pai, plantar em algum vasinho e esperar, Não vai nascer, né gente?
 
Daí, vou ter que comprar uma plantinha e dizer que era o feijão que cresceu. Mas ele é especial e não dá feijão...kkkkkkkkkk
 
Eu sei que é errado mentir. Mas fico com pena de dizer que o feijãozinho vai morrer. Só de pensar no escândalo que Bebel vai fazer, tremo nas bases!!!
 
Mas, essas mentirinhas são perdoadas, né não?
 

Tá tão lindo!! Tá tão lindo!!

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Quinta,3 Maio 2012

Mais sobre mim

Como toda boa mãe-blogueira, eu adoro receber selinhos, surpresinhas e desafios de outros blogs queridos. É um sinal de que gostam do meu cantinho e de que fiz amigas por aqui. E isso me deixa bem feliz!

 
Daí que minha querida amiga Lilia, do Blog da Mãe e da Filha, mais uma vez me fez uma supresinha e me presenteou com esse desafio de perguntas para responder. Achei bem legal, porque é a maneira de conhecermos melhor umas as outras. 
 
Obrigada minha amiga linda, Lilia!!! Você é 10!!!
 
Então, vamos deixar de enrolação e ir logo às regrinhas do jogo:
 
 
Escrever 11 coisas aleatórias sobre mim
 
1- Sou mãe em tempo integral e coruja assumida!
 
2- Não gosto que se metam na minha vida. Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia, né não?
 
3- Sou bringuenta e arengueira. Dou um boi pra não entrar numa briga, e uma boiada pra não sair dela;
 
4- Adoro conversar, tagarelar e odeio ficar sozinha
 
5- Sou fissurada pela minha pequena família (Papai Beto, Bebel e Teresa) e não delego a ninguém os cuidados com eles. E não admito que falem mal deles na minha frente. Quer falar, pode falar, mas vai ouvir também, legal?
 
6- Não gosto de chocolate, nem de sobremesas muito doces, nem de bolos muito recheados
 
7- Adoro ler, adoro poesias, adoro músicas boas...enfim, tenho bom gosto!!! kkkkk...
 
8. Já passei da idade de curtir carnaval fora de época, bandinha mequetrefe que só toca porcaria, bandinha da moda que tentam me empurrar goela abaixo...Tô fora!
 
9- Não assisto novelas, nem TV aberta. Bebel me libertou desse vício!
 
10- Não viajo sem minhas filhas por nada no mundo. Não consigo curtir longe das pessoas que mais amo no mundo!!
 
11- Não abro mão de seguir pelo caminho que acho certo. Faço o que gosto, o que quero e o que creio, não ligo para o julgamento dos outros. Não me encaixo em padrões!! Quero é ser feliz do jeito que sei e que gosto!
 
 
Responder as 11 questões (que eu formulei pra você)
 
1 - Um sonho? Envelhecer junto da minha família. Poder ver e cuidar dos meus netos, ver minhas filhas felizes e ser feliz com Papai Beto pra sempre!
 
2 - Uma palavra que te define: Intensa
 
3 - Ser mãe é... Conhecer o maior amor do mundo. E conhecer também as maiores alegrias e os maiores medos. Medo de errar. Medo de perder. Medo de falhar...
 
4 - Uma palavra que defina a maternidade: Amor
 
5 - Imagina sua(seu) filha(o) adolescente? E que mãe não imagina o futuro do seu filho? Imagino que será uma adolescente muito falante, linda, rebelde, teimosa, mandona, inteligente e questionadora...OU seja, vai ser difícil! kkkkkk...
 
6 - Um filme? Tantos... Menina de Ouro, E o Vento Levou, Uma linda Mulher, A Bela e a Fera...
 
7 - Frio ou calor? Sempre calor. Odeio frio!!!
 
8 - Uma música? Tantas...Depende do meu estado de espírito no momento.
 
9- Um exemplo a ser seguido: Meu querido Voinho (Ferreira). A pessoa que mais soube viver que conheci. Lutador, guerreiro, sem perder a doçura jamais! Exemplo de avô, pai, homem e pessoa!
 
10- Mudaria alguma coisa na maternidade? Sim. Filho nasceria com manual de instrução e não adoeceria nunca!
 
11- Uma comida: Muitas, macarronada, pão, camarão, cartola...
 
 
Formular novas 11 questões para quem você desafiar
 
1- Ser mãe é...
2- Um sonho:
3- Qual a sua melhor e a pior lembrança como mãe?
4- Verão ou inverno?
5- Filme ou livro? Qual?
6- A música de sua vida:
7- Família é...
8- O que é essencial para você?
9- Comida preferida 
10- Mudaria alguma coisa na maternidade?
11- Qual a maior dificuldade para educar atualmente?
 
Desafiar 11 pessoas
 
1. Paula, mãe do Pedro de da Maria Clara
2. Cris, mãe do Bruno
3. Carol, mãe de Clarice
4. Ju, mãe de Iaiá
5. Herika, mãe de Arianinho
6. Selma (sumida), mãe de Pedro
8. Jo, mãe da Mariana e do Caio
9. Danny, mãe da Nathália
10. Nanda, mãe da Gi e da Alice
11. Adri, mãe da Giu
 
 
Ir até a página de quem você quer propor o desafio e convidá-la
 
Nem preciso dizer que adorei a brincadeira, né? Obrigada, de novo, Lilia!!! Te adoro!!

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Sexta,27 Abril 2012

As coisas mudam...mas nem tanto!

Ônibus da excursão Ônibus da excursão

 
Impressionante como as coisas mudam. Quando Bebel entrou na escolinha, em 2010, e teve sua primeira excursão para o teatro com a turminha toda, eu entrei em pânico. Até escrevi aqui no blog (mas agora estou com preguiça de procurar a postagem).
 
Passei dias pensando se deixaria ou não. E só deixei, porque adorava e confiava muito na professora, Tia Luíza, e ela me garantiu que iria ficar com o cel ligado. E ficou! Eu liguei pra conferir...kkkkkkk
 
Deixei também porque eu nunca pude ir pra nenhuma excursão da escolinha sozinha até fazer 15 anos. Quando era criança, sempre tinha que levar meu avô comigo (acreditam quem minha mãe fazia isso? Pois fazia!). E só depois dos 15 anos, eu pude aproveitar o bom de uma excursão com a turma. E eu tinha muita raiva disso. Portanto, não quis repetir o erro com Bebel. Mesmo com o coração na mão, deixei ela ir sozinha com a turminha.
 
Dois anos e muitas excursões escolares depois, a história é outra. Sempre que tem excursão pra teatro, ou outra atividade cultural, Bebel vai numa boa. E acreditam que eu nem fico preocupada? Pois é verdade, eu não fico! Sei que ela está em boas mãos. Sei que o colégio é maravilhoso, a professora também, e que eles cuidam muito bem das crianças em passeios assim.
 
E, essa semana, Bebel foi pra mais uma excursãozinha. Foi assistir a peça Maria vai com as outras, no teatro do Sesi. E adorou! A excursão é super rápida, e acontece no próprio horário da aula. Ou seja, deixo Bebel no colégio às 7:30 e busco às 11:30. Nesse período, ela vai e volta da excursão.
 
Ela amou essa excursão e essa peça. Passou o resto do dia inteirinho contando como tinha sido. E à noite, quando Papai chegou, ela foi fazer uma interpretação de como foi a excursão (ela adora fazer isso e sempre faz tão lindo, nasceu pra ser "teatrista",  como ela diz). Pegou todas as santas e santos que tenho em casa (também servem como bonecos pra Bebel), alguns brinquedos e fez a interpretação direitinho e detalhadíssima do passeio e da peça. Tão detalhada que durou duas horas...kkkkkkkk Isso mesmo, ela passou duas horas colocando as santas (que eram os alunos, professoras, diretoras e "teatristas" - é assim que ela chama os atores) pra chegar à escola, entrar no ônibus, sentar nas cadeirinhas, chegar ao teatro, descer do ônibus, atravessar a rua, fazer lanchinho, entrar no teatro, sentar... até voltar pra casa! E eu e Papai só assistindo. 
 
Foi o nosso espetáculo!! E foi lindo!!! A vivência que eles têm em passeios como esses são muito importantes e valem para sempre!
 
PS. Engraçado que, quando eu era menina, Painho lia esse livro pra mim e eu adorava!
 
PS2. Eu só deixo Bebel participar de excursões que só demoram um turno. Se for pra passar o dia inteiro, ter que almoçar ou dormir e tal, eu não deixo de jeito nenhum! Ela só tem 4 anos e não vejo nenhuma necessidade de dormir fora de casa, ou passar o dia fora.
 
PS3. Se no passeio tiver banho de piscina, eu não deixo nem por decreto! Morro de medo de afogamento. E só confio Bebel na piscina com alguém da família. Nem ficar com a babá sozinha na piscina, eu deixo!
 
Conclusão: As coisas mudam, mas nem tanto, né??? kkkkkkkkk...  
 

As crianças em fila pra entrar no teatro As crianças em fila pra entrar no teatro
Organizando o ônibus Organizando o ônibus

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Quinta,26 Abril 2012

Dj Bebel

 Essa minha DJ super eclética que canta desde hinos até Rock é linda demais!!!